O dialeto caipira falado na região sul do estado de São Paulo (regiões do Vale do Ribeira, Sorocaba, Itapetininga e Itapeva), caracteriza-se pela marcação do "e" gráfico sempre pronunciado como fônico. Assim, palavras como "quente' e "dente" possuem o "e" átono pronunciado como /e/ e não como /i/, comum no português padrão do Brasil. Essa é também uma característica do português falado na região de Santa Catarina, Paraná e no Rio Grande do Sul.
ITAPETININGA
“Terra
das Escolas”
“Atenas
do Sul”
“Itapê”
Itapetininga é um município brasileiro do estado de São
Paulo. O
vocábulo Itapetininga tem sua origem na linguagem indígena, especificamente no
tronco tupi-guarani. Os estudos filológicos referentes ao nome dado à
Itapetininga concluem que pode o mesmo ter três significados diferentes:
Itáapé-tininga =
caminho das pedras moles ou caminho seco das pedras;
Itape-tininga = pedra fútil, laje ou lajeado molhado;
Itá-pe-tininga =
na pedra mole. A tradução mais correta, porém, na opinião dos filologistas que
pesquisaram o vocábulo, é laje seca ou enxuta, sendo Itape uma contração de
Itapebe (pedra chata, rasa ou plana) e tininga (seco, seca ou enxuta).
HISTÓRIA
Assim como tantos municípios do interior do estado de
São Paulo, Itapetininga também se desenvolveu na esteira do tropeirismo. O
local foi ponto de descanso dos tropeiros, que montavam ranchos e arraiais para
o pouso, antes de seguirem em direção ao Sul. O primeiro núcleo de tropeiros na
região de Itapetininga surgiu em 1724, quando se descobriu que o pasto no local
era abundante e a terra fértil para o plantio. A estes fatores somou-se a
distância da Vila de Sorocaba - 12 léguas - que correspondia a uma jornada de
tropa solta. Por volta de 1760, um grupo de portugueses, chefiado por Domingos
José Vieira, deixou o primeiro núcleo (hoje, bairro do Porto) e formou outro,
em um local alto e circundado por dois ribeirões. Nessa época houve uma disputa
entre os dois núcleos que queriam ser elevados à condição de vila. Resultado:
em 17 de abril de 1770, Simão Barbosa Franco foi nomeado para fundar a
administrar o novo povoado, cabendo a ele a escolha do núcleo principal.
Historiadores contam que uma mula ruana marchadeira, ofertada como presente a
Simão Barbosa Franco, garantiu a vitória de Domingos José Vieira. A vila de
Nossa Senhora dos Prazeres de Itapetininga foi oficialmente criada no dia 5 de
novembro de 1770, quando foi celebrada uma missa solene pelo vigário da nova
paróquia, Pe. Inácio de Araújo Ferreira. É nessa data que convencionou a
comemorar o aniversário do município. Além de Simão Barbosa Franco e Domingos
José Vieira, o ituano Salvador de Oliveira Leme - o Sarutayá - se inclui entre
os fundadores históricos do município, já que foi o segundo capitão-mor de
Itapetininga (o primeiro foi Domingos José Vieira). A emancipação da Vila de
Itapetininga aconteceu em 1852, através da Lei nº 11, de 17 de julho de 1852. A
lei concedia autonomia judiciária, criando a comarca de Itapetininga. A vila,
porém, só tornou-se município, de fato, em 13 de março de 1855, com o nome de
Itapetininga. A santa padroeira de Itapetininga é Nossa Senhora dos Prazeres.
ECONOMIA
Possui uma economia fortemente voltada à agricultura,
possuindo o maior PIB agrícola do estado de São Paulo. Porém, Itapetininga
conta com algumas indústrias de expressão nacional e de grande porte, como 3M,
Baterias Moura e Duratex (sede da 2ª maior empresa de MDF do mundo). A Ciao
Zicom (equipamentos digitais para sistemas de segurança). É considerada um
grande polo moveleiro e têxtil do Sudoeste Paulista, tendo destaque nestes
segmentos as indústrias Nisshinbo do Brasil e MGA. A pecuária é de relativa
importância no Sudoeste Paulista. Os principais produtos cultivados são: grama,
batata, hortifrutícolas e cana-de-açúcar para a fabricação de álcool. A
produção de lenha e madeira em tora de florestas cultivadas (silvicultura) e a
resinagem de espécies florestais dos gêneros Pinus também se mostram
importantes atividades no município, tendo como destaque a empresa Resinas
Brasil.
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